Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
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Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Boas pessoal, deixo aqui um pequeno artigo sobre intervalos, um dos pilares da teoria musical.
Deixo desde já claro que uso a nomenclatura Universal, ou seja uso como nomes de notas C, D, E, F, G, A e B. Aconselho-vos a estudar assim do que a usarem a portuguesa (Dó Ré Mi...), na minha opinião torna-se mais fácil com as letras. Mesmo assim deixo aqui a relação entre a nomenclatura universal e a portuguesa, é simples:
C - Dó
D - Ré
E - Mi
F - Fá
G - Sol
A - Lá
B - Sí
Continuando xD
Um intervalo é como que uma "distância" entre 2 notas. Como tal, para saber que intervalo temos, precisamos de "medir" a distância. As medidas usadas para "medir" essa distância são os tons e os semi-tons. Aos semi-tons vamos chamar S e aos tons vamos chamar T. 2S = T - ou seja - 2 semi-tons equivalem a 1 tom. Got it? (continuo a seguir a falar sobre intervalos)
A escala cromática é a base de todas as escalas. É a escala que contém as 12 notas da música, dividas entre semi-tons. A escala vai subindo um semi-tom por nota. Vamos passar à prática:
Escala cromática em C (ou seja, começa em C, ou melhor, a nota raíz é C):
C - C# - D - D# - E - F - F# - G -G# - A - A# - B (C)
Escala cromática em D (nota inicial é D):
D - D# - E - F - F# - G - G# - A - A# - B - C - C# (D)
Esta imagem do piano é capaz de ajudar:

Nota: Podemos construir a escala a partir de qualquer nota que quisermos, basta ir adicionando semi-tons até chegarmos à nota inicial uma oitava acima (explicado mais à frente).
Quando aumentamos um semi-tom a uma nota, adicionamos-lhe um sustenido (#). O sustenido serve exactamente para aumentar um semi-tom à nota; pelo outro lado também temos o bemol (b), que desce um semi-tom à nota. Imaginem:
Temos C e queremos aumentar-lhe um semi-tom. Basta adicionar um sustenido, C# (aka Dó Sustenido), para ficar semi-tom acima. Por outro lado, quando queremos descer um semi-tom a um D, adicionamos um bemol, ficando Db (aka Ré bemol). Reparem que Db = C#, a nota é exactamente a mesma só que com um nome diferente, porque subir meio tom a C vai ser igual a diminuir meio-tom a D (usem a imagem do piano como referência, e mantenham em mente que a escala cromática anda de semi-tom em semi-tom).
Se quisermos aumentar um tom (dois semi-tons) a C, ficamos com D.
MUITO IMPORTANTE: É de valorizar igualmente que entre E - F e B - C não encontramos sustenidos. Entre estas notas só andamos um semi-tom. Se adicionarmos um # ao E, ficamos com F. Por outro lado se adicionarmos um b ao C, ficamos com B.
Escalas cromáticas construídas em A, B, C, D, E, F e G (notas naturais):

Continuando com os intervalos
Os nomes dos intervalos dão-se em conformidade com a distancia entre as notas. Deixo aqui os intervalos básicos:
Primeira justa ou Uníssono: sem intervalos entre os dois sons (a mesma nota)
Segunda menor: distância de um semitom entre os sons.
Segunda maior: distância de dois semitons entre os sons.
Terceira menor: distância de três semitons entre os sons.
Terceira maior: distância de quatro semitons entre os sons.
Quarta perfeita: distância de cinco semitons entre os sons.
Quarta aumentada ou quinta diminuta ou trítono: distância de seis semitons (três tons, daí seu nome) entre os sons.
Quinta perfeita: distância de sete semitons entre os sons.
Sexta menor: distância de oito semitons entre os sons.
Sexta maior: distância de nove semitons entre os sons.
Sétima menor: distância de dez semitons entre os sons.
Sétima maior: distância de onze semitons entre os sons.
Oitava: distância de doze semitons entre os sons.
(não existem só estes intervalos, não acabam na oitava; há mais e muitos complicados, se quiserem conhecê-los vão pesquisando)
Ora bem vamos ver:
Temos C, queremos encontrar a sua terceira maior. Sabemos que numa terceira maior, há uma distância de 4 semi-tons (ou 2 tons). Vamos recorrer à escala cromática:
C - s - C# - s - D - s - D# s - E
4 semi-tons a seguir a C, temos um E! Ou seja, a terceira maior de C é E.
Outro exemplo:
Temos D#, e queremos a sua sexta menor (8 semi-tons). Again, escala cromática, desta vez a começar em D#:
D# - s - E - s - F - s - F# - s - G - s - G# - s - A - s - A# - s - B
A sexta menor de D# é B.
Agora um outro exemplo:
Temos F e queremos a sua oitava (12 semi-tons): Escala cromática em F:
F - s - F# - s - G - s - G# - s - A - s - A# - s - B - s - C - s - C# - s - D - s - D# s - E - s - F!
Voltamos a F! Ou seja, quando aumentamos uma nota em uma oitava, regressamos à mesma nota, sendo ela uma oitava acima. São notas iguais, embora a que esteja uma oitava acima seja bem mais aguda. Para verificarem isto, toquem na 1ª corda, 1ª casa da guitarra, e depois toquem na mesma corda, mas na 13ª casa. As 2 notas são F, podem verificá-lo se tiverem afinador cromático, embora o F que está na 13ª casa seja bem mais agudo.
Bem e agora perguntam vocês: "Pra que raio é que isto me serve a tocar?"
E eu respondo "Isto directamente não serve para nicles! Mas para que a teoria sirva para alguma coisa, estas coisas básicas têm de ser bem sabidas. É nestes princípios que a teoria musical assenta. Mais tarde, e com mais estudo, perceberão que com um bom conhecimento de intervalos é possível criar acordes, criar escalas, e sabê-los instantaneamente nas pontas dos dedos. Deixam de andar a decorar desenhos de escalas e acordes e passam automaticamente a saber os 'caminhos' que os dedos 'escolhem' para exprimir o que querem.
Aproveito e deixo já aqui alguma aplicação da teoria na guitarra, para quem quiser ir treinando os intervalos e vendo a escala cromática. Ora bem, na guitarra, sempre que subimos uma casa (um traste), subimos um semi-tom. Sabendo isto e sabendo que a afinação standard na guitarra é E-A-D-G-B-E, da sexta para a primeira corda, podemos saber qual a nota que tocamos em x corda e y traste. É muito complicado ao início saber isso, requer muito treino, nem eu sei bem as notas instantaneamente mas digo-vos que dá um jeitaço, e vocês vão-se aperceber disso quando continuarem a estudar teoria. Deixo-vos a papinha aqui feita para verem:

Fica aqui também outra imagem, considerem isso o braço da guitarra e substituam a R (nota raiz) por uma qualquer e obtêm os seus intervalos instantaneamente a olhar para ela.
[img]http://www.jazzguitar.be/images/chords/guitar_notes.gif[img]
Mais tarde sou capaz de postar alguma coisinha sobre Escalas maiores e a sua formação.
Estou aberto a sugestões e críticas, e se tiver errado em alguma coisa avisem-me.
Abraço!
PS: Obrigado ao CarlosC e ao Sworn pelo contributo ao tópico!
Deixo desde já claro que uso a nomenclatura Universal, ou seja uso como nomes de notas C, D, E, F, G, A e B. Aconselho-vos a estudar assim do que a usarem a portuguesa (Dó Ré Mi...), na minha opinião torna-se mais fácil com as letras. Mesmo assim deixo aqui a relação entre a nomenclatura universal e a portuguesa, é simples:
C - Dó
D - Ré
E - Mi
F - Fá
G - Sol
A - Lá
B - Sí
Continuando xD
Um intervalo é como que uma "distância" entre 2 notas. Como tal, para saber que intervalo temos, precisamos de "medir" a distância. As medidas usadas para "medir" essa distância são os tons e os semi-tons. Aos semi-tons vamos chamar S e aos tons vamos chamar T. 2S = T - ou seja - 2 semi-tons equivalem a 1 tom. Got it? (continuo a seguir a falar sobre intervalos)
A escala cromática é a base de todas as escalas. É a escala que contém as 12 notas da música, dividas entre semi-tons. A escala vai subindo um semi-tom por nota. Vamos passar à prática:
Escala cromática em C (ou seja, começa em C, ou melhor, a nota raíz é C):
C - C# - D - D# - E - F - F# - G -G# - A - A# - B (C)
Escala cromática em D (nota inicial é D):
D - D# - E - F - F# - G - G# - A - A# - B - C - C# (D)
Esta imagem do piano é capaz de ajudar:

Nota: Podemos construir a escala a partir de qualquer nota que quisermos, basta ir adicionando semi-tons até chegarmos à nota inicial uma oitava acima (explicado mais à frente).
Quando aumentamos um semi-tom a uma nota, adicionamos-lhe um sustenido (#). O sustenido serve exactamente para aumentar um semi-tom à nota; pelo outro lado também temos o bemol (b), que desce um semi-tom à nota. Imaginem:
Temos C e queremos aumentar-lhe um semi-tom. Basta adicionar um sustenido, C# (aka Dó Sustenido), para ficar semi-tom acima. Por outro lado, quando queremos descer um semi-tom a um D, adicionamos um bemol, ficando Db (aka Ré bemol). Reparem que Db = C#, a nota é exactamente a mesma só que com um nome diferente, porque subir meio tom a C vai ser igual a diminuir meio-tom a D (usem a imagem do piano como referência, e mantenham em mente que a escala cromática anda de semi-tom em semi-tom).
Se quisermos aumentar um tom (dois semi-tons) a C, ficamos com D.
MUITO IMPORTANTE: É de valorizar igualmente que entre E - F e B - C não encontramos sustenidos. Entre estas notas só andamos um semi-tom. Se adicionarmos um # ao E, ficamos com F. Por outro lado se adicionarmos um b ao C, ficamos com B.
Escalas cromáticas construídas em A, B, C, D, E, F e G (notas naturais):

Continuando com os intervalos
Os nomes dos intervalos dão-se em conformidade com a distancia entre as notas. Deixo aqui os intervalos básicos:
Primeira justa ou Uníssono: sem intervalos entre os dois sons (a mesma nota)
Segunda menor: distância de um semitom entre os sons.
Segunda maior: distância de dois semitons entre os sons.
Terceira menor: distância de três semitons entre os sons.
Terceira maior: distância de quatro semitons entre os sons.
Quarta perfeita: distância de cinco semitons entre os sons.
Quarta aumentada ou quinta diminuta ou trítono: distância de seis semitons (três tons, daí seu nome) entre os sons.
Quinta perfeita: distância de sete semitons entre os sons.
Sexta menor: distância de oito semitons entre os sons.
Sexta maior: distância de nove semitons entre os sons.
Sétima menor: distância de dez semitons entre os sons.
Sétima maior: distância de onze semitons entre os sons.
Oitava: distância de doze semitons entre os sons.
(não existem só estes intervalos, não acabam na oitava; há mais e muitos complicados, se quiserem conhecê-los vão pesquisando)
Ora bem vamos ver:
Temos C, queremos encontrar a sua terceira maior. Sabemos que numa terceira maior, há uma distância de 4 semi-tons (ou 2 tons). Vamos recorrer à escala cromática:
C - s - C# - s - D - s - D# s - E
4 semi-tons a seguir a C, temos um E! Ou seja, a terceira maior de C é E.
Outro exemplo:
Temos D#, e queremos a sua sexta menor (8 semi-tons). Again, escala cromática, desta vez a começar em D#:
D# - s - E - s - F - s - F# - s - G - s - G# - s - A - s - A# - s - B
A sexta menor de D# é B.
Agora um outro exemplo:
Temos F e queremos a sua oitava (12 semi-tons): Escala cromática em F:
F - s - F# - s - G - s - G# - s - A - s - A# - s - B - s - C - s - C# - s - D - s - D# s - E - s - F!
Voltamos a F! Ou seja, quando aumentamos uma nota em uma oitava, regressamos à mesma nota, sendo ela uma oitava acima. São notas iguais, embora a que esteja uma oitava acima seja bem mais aguda. Para verificarem isto, toquem na 1ª corda, 1ª casa da guitarra, e depois toquem na mesma corda, mas na 13ª casa. As 2 notas são F, podem verificá-lo se tiverem afinador cromático, embora o F que está na 13ª casa seja bem mais agudo.
Bem e agora perguntam vocês: "Pra que raio é que isto me serve a tocar?"
E eu respondo "Isto directamente não serve para nicles! Mas para que a teoria sirva para alguma coisa, estas coisas básicas têm de ser bem sabidas. É nestes princípios que a teoria musical assenta. Mais tarde, e com mais estudo, perceberão que com um bom conhecimento de intervalos é possível criar acordes, criar escalas, e sabê-los instantaneamente nas pontas dos dedos. Deixam de andar a decorar desenhos de escalas e acordes e passam automaticamente a saber os 'caminhos' que os dedos 'escolhem' para exprimir o que querem.
Aproveito e deixo já aqui alguma aplicação da teoria na guitarra, para quem quiser ir treinando os intervalos e vendo a escala cromática. Ora bem, na guitarra, sempre que subimos uma casa (um traste), subimos um semi-tom. Sabendo isto e sabendo que a afinação standard na guitarra é E-A-D-G-B-E, da sexta para a primeira corda, podemos saber qual a nota que tocamos em x corda e y traste. É muito complicado ao início saber isso, requer muito treino, nem eu sei bem as notas instantaneamente mas digo-vos que dá um jeitaço, e vocês vão-se aperceber disso quando continuarem a estudar teoria. Deixo-vos a papinha aqui feita para verem:

Fica aqui também outra imagem, considerem isso o braço da guitarra e substituam a R (nota raiz) por uma qualquer e obtêm os seus intervalos instantaneamente a olhar para ela.
[img]http://www.jazzguitar.be/images/chords/guitar_notes.gif[img]
Mais tarde sou capaz de postar alguma coisinha sobre Escalas maiores e a sua formação.
Estou aberto a sugestões e críticas, e se tiver errado em alguma coisa avisem-me.
Abraço!
PS: Obrigado ao CarlosC e ao Sworn pelo contributo ao tópico!
Última edição por Duarteman em Dom Dez 12 2010, 21:53, editado 6 vez(es) (Razão : ir adicionando e corrigindo algumas coisas)

Duarteman- Guitarrista de garagem
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
é isso
muito bem
eu ensino mas de outro metodo
é tudo igual, basta emtender as coisas.
muito bem
eu ensino mas de outro metodo
é tudo igual, basta emtender as coisas.


Convidad- Convidado
Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
markoaraujo escreveu:é issomuito bem
![]()
eu ensino mas de outro metodo
é tudo igual, basta emtender as coisas.
Obrigado

Duarteman- Guitarrista de garagem
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
apagado
Última edição por CarlosC em Qua Ago 24 2011, 15:41, editado 1 vez(es)

Convidad- Convidado
Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Pah sim, mas já estás a entrar noutras temáticas. Eu neste topic limito-me a descrever o funcionamento dos intervalos, não falo de como se formam acordes ou como são elaboradas as escalas. Para isso há outros topics (alguns), isto é só a base. Ainda assim vou aproveitar umas coisinhas do teu post para enriquecer o Post inicial, isto se não te importares! 

Duarteman- Guitarrista de garagem
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
claro que não me importo, a intenção é positiva 

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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Belo topico duarte 

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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Agora uma questão: eu já estou a perceber a escala cromática. No caso da escala de C maior, a progressão TTSTTTS dá um CDEFGAB(C) que é a escala base.
Agora para ver se eu percebi, eu aplico isso aos restantes tons:
D -> D E F# G A B C# D
E -> E F# G# A B C# D# E
F -> F G A A# C D E F
G -> G A B C D E F# G
A -> A B C# D E F# G# A
B -> B C# D# E F# G# A# B
Está correcto?!
De referir que eu aprendi inicialmente as nomenclaturas com bemois e sustenidos tudo junto: aprendi Ab A Bb B C C# D Eb E F F# G
No entanto quando falo em Ab = G#; Bb = A#; Eb = D# certo?
É nos acidentes que faço alguma confusão. Por forma a sistematizar isto ponho algumas dúvidas:
- significa que não existe B# = Cb; nem existe E# = Fb correcto?
- Portanto, isto acontece na escala cromática (natural?) e se for outra escala qualquer? Ou mesmo noutra escala é obrigatório manter a progressão natural, ou seja, a "hierarquia" ABCDEFGA (alfabética) mesmo que não estejam presentes os 7 tons? Lembro-me agora da pentatónica, por exemplo de E, em que temos E G A B D (E) onde se suprime o Fá (F) e o Dó (C) mas onde se mantém a hierarquia! O mesmo acontece com a escala de blues E G A A# B D (E).
É que se, em qualquer escala for obrigatório manter a ordem dos tons, tudo bem, porque vai manter-se sempre o intervalo E-F e o B-C. Mas se não, significa que podemos passar de E para B por exemplo, e neste caso que raio de intervalo existiria? Em todo o caso, esta ultima hipotese parece-me ilógica, o que me leva a crer que de facto, qualquer que seja a escala, a ordem dos tons tem de se manter na forma alfabética. Ou seja, a escala é apenas a estrutura de intervalos entre notas que se mantém numa ordem fixa (ABCDEFG(A)), correcto?
Abraço
PS: excelente tópico para maçaricos como eu!
Agora para ver se eu percebi, eu aplico isso aos restantes tons:
D -> D E F# G A B C# D
E -> E F# G# A B C# D# E
F -> F G A A# C D E F
G -> G A B C D E F# G
A -> A B C# D E F# G# A
B -> B C# D# E F# G# A# B
Está correcto?!
De referir que eu aprendi inicialmente as nomenclaturas com bemois e sustenidos tudo junto: aprendi Ab A Bb B C C# D Eb E F F# G
No entanto quando falo em Ab = G#; Bb = A#; Eb = D# certo?
É nos acidentes que faço alguma confusão. Por forma a sistematizar isto ponho algumas dúvidas:
- significa que não existe B# = Cb; nem existe E# = Fb correcto?
- Portanto, isto acontece na escala cromática (natural?) e se for outra escala qualquer? Ou mesmo noutra escala é obrigatório manter a progressão natural, ou seja, a "hierarquia" ABCDEFGA (alfabética) mesmo que não estejam presentes os 7 tons? Lembro-me agora da pentatónica, por exemplo de E, em que temos E G A B D (E) onde se suprime o Fá (F) e o Dó (C) mas onde se mantém a hierarquia! O mesmo acontece com a escala de blues E G A A# B D (E).
É que se, em qualquer escala for obrigatório manter a ordem dos tons, tudo bem, porque vai manter-se sempre o intervalo E-F e o B-C. Mas se não, significa que podemos passar de E para B por exemplo, e neste caso que raio de intervalo existiria? Em todo o caso, esta ultima hipotese parece-me ilógica, o que me leva a crer que de facto, qualquer que seja a escala, a ordem dos tons tem de se manter na forma alfabética. Ou seja, a escala é apenas a estrutura de intervalos entre notas que se mantém numa ordem fixa (ABCDEFG(A)), correcto?
Abraço
PS: excelente tópico para maçaricos como eu!


Harper Lewis- Guitarrista de fim-de-semana
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Pergunta.
Por exemplo, Eb é a mesma coisa que D#, assim como Db é a mesma coisa que C#?
E outra coisa, como se lêem os b e os # ?
Por exemplo, Eb é a mesma coisa que D#, assim como Db é a mesma coisa que C#?
E outra coisa, como se lêem os b e os # ?

Antics_Gmr- Guitarrista dedicado
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
b=bemol
#=sustenido
Eb= D#
Db=C#
Duartman, bom topico, sai palheta
so nao percebo o porque da palheta negativa que alguem deu a este user. isto realmente é uma coisa muito inutil, principalmente para os iniciados :ironia:
#=sustenido
Eb= D#
Db=C#
Duartman, bom topico, sai palheta
so nao percebo o porque da palheta negativa que alguem deu a este user. isto realmente é uma coisa muito inutil, principalmente para os iniciados :ironia:

Convidad- Convidado
Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Exacto, era o que eu pensava 

Antics_Gmr- Guitarrista dedicado
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Harper Lewis escreveu:Agora uma questão: eu já estou a perceber a escala cromática. No caso da escala de C maior, a progressão TTSTTTS dá um CDEFGAB(C) que é a escala base.
Agora para ver se eu percebi, eu aplico isso aos restantes tons:
D -> D E F# G A B C# D
E -> E F# G# A B C# D# E
F -> F G A A# C D E F
G -> G A B C D E F# G
A -> A B C# D E F# G# A
B -> B C# D# E F# G# A# B
Está correcto?!
Sim está correcto
Harper Lewis escreveu:De referir que eu aprendi inicialmente as nomenclaturas com bemois e sustenidos tudo junto: aprendi Ab A Bb B C C# D Eb E F F# G
No entanto quando falo em Ab = G#; Bb = A#; Eb = D# certo?
As nomenclaturas a misturar tudo podem tornar-se confusas, mais vale usar só sustenido ou só bemol. Todos esses exemplos são válidos, está tudo certinho também.
Harper Lewis escreveu:É nos acidentes que faço alguma confusão. Por forma a sistematizar isto ponho algumas dúvidas:
- significa que não existe B# = Cb; nem existe E# = Fb correcto?
- Portanto, isto acontece na escala cromática (natural?) e se for outra escala qualquer? Ou mesmo noutra escala é obrigatório manter a progressão natural, ou seja, a "hierarquia" ABCDEFGA (alfabética) mesmo que não estejam presentes os 7 tons? Lembro-me agora da pentatónica, por exemplo de E, em que temos E G A B D (E) onde se suprime o Fá (F) e o Dó (C) mas onde se mantém a hierarquia! O mesmo acontece com a escala de blues E G A A# B D (E).
- Existe B#, Cb, E#, e Fb, mas estes podem simplesmente ser substituídos por C, B, F e E (respectivamente). Mas aqueles nomes não deixam de ser válidos, e até usados, por quaisquer outras razões.
- Essa é uma boa dúvida. As escalas diatónicas (de 7 notas, como o caso da Escala Maior), para serem correctamente escritas, devem ter todas as notas (ABCDEFG), e a seguir fazer os acertos, a nível de sustenido ou bemol. Deixo aqui um exemplo: ainda aqui em cima escreveste a Escala Maior em F, como sendo F G A A# C D E F. Isto está certo, mas para ser devidamente bem escrita, seria antes F G A Bb C D E (F) (assim já contém todas as notas). Já a pentatónica não pode ser considerada uma escala diatónica, porque tem apenas 5 notas.
Harper Lewis escreveu:É que se, em qualquer escala for obrigatório manter a ordem dos tons, tudo bem, porque vai manter-se sempre o intervalo E-F e o B-C. Mas se não, significa que podemos passar de E para B por exemplo, e neste caso que raio de intervalo existiria? Em todo o caso, esta ultima hipotese parece-me ilógica, o que me leva a crer que de facto, qualquer que seja a escala, a ordem dos tons tem de se manter na forma alfabética. Ou seja, a escala é apenas a estrutura de intervalos entre notas que se mantém numa ordem fixa (ABCDEFG(A)), correcto?
Não percebi muito bem, mas pelo que percebi, sim tem de haver uma ordem. Uma escala que contenha as notas C, F, A, G e E não pode ser escrita como C G A F E, tem de haver uma ordem. Supondo que a Root é A, ficaria A C E F G.

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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Pedro_guitar escreveu:b=bemol
#=sustenido
Eb= D#
Db=C#
Duartman, bom topico, sai palheta
so nao percebo o porque da palheta negativa que alguem deu a este user. isto realmente é uma coisa muito inutil, principalmente para os iniciados :ironia:
Obrigado Pedro! Opa também não sei porquê, ninguém se manifestou negativamente por Post, como tal não estou preocupado

Duarteman- Guitarrista de garagem
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
e acho que nao ha razao para dar avaliaçao negativa, é muito util para o pessoal que esta a iniciar, mas enfim

Convidad- Convidado
Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
tenho uma duvida a escala cromatica continua para alem do 13 traste? assim cm essa formacao A, A#, B, C, C# e por ai fora

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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Claro! neste caso, na corda mi, tens um fá no traste 13
Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
sim isso eu sei
^^ so que normalmente em videos falavao sempre ate ao 12º traste e entao surgiu me esta pergunta parva xD 


Sworn- Guitarrista de fim-de-semana
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
quer dizer, eu acho que sim.. agora baralhei-me
Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
lololol
O 12º equivale às cordas soltas, logo tudo o que está do 12º para a frente é igual ao que está "das soltas para a frente".
O 12º equivale às cordas soltas, logo tudo o que está do 12º para a frente é igual ao que está "das soltas para a frente".

kouros- Guitarrista de garagem
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Re: Iniciação à teoria musical 1 - Intervalos e escala cromática
Sworn escreveu:tenho uma duvida a escala cromatica continua para alem do 13 traste? assim cm essa formacao A, A#, B, C, C# e por ai fora
Claro! Qualquer traste em qualquer corda que toques é uma nota. Repara que no 12º traste, as notas em todas as cordas são as mesmas que quando as tocas em aberto (EADGBE). Para veres qual é a nota usas o mesmo método.

Duarteman- Guitarrista de garagem
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Guitarrista: Lead
Data de inscrição: 08/05/2009
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