Album Reviews

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Re: Album Reviews

Mensagem por VashTheStampeed em Qua Maio 05 2010, 00:55

Mas ainda ng ouviu o novo album a solo do slash? xD para quando uma review pessoal? (IMPARCIAL PLEASE...)

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Re: Album Reviews

Mensagem por nanjos em Qua Maio 05 2010, 09:37

Eu já o ouvi várias vezes! Very Happy

O Duarte fez uma review no blog dele http://guitar-spirit.blogspot.com/

Não sei se ele pôs isso aqui no fórum também.

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Re: Album Reviews

Mensagem por Convidad em Seg Jul 12 2010, 12:50

eu gostei, tinha alguma faixas bastante fracas, a nivel de melodia e de escolha de vocalistas

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Re: Album Reviews

Mensagem por Schmeichel em Seg Jul 12 2010, 14:37

Eu até gostei. Estava melhor do que eu esperava.

E no concerto gostei muito do Myles Kennedy, que tem uma voz poderosa e versátil (além de uma excelente presença em palco).

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Re: Album Reviews

Mensagem por Duarte_Costa em Qua Jul 28 2010, 01:13

Nova review no meu blog do novo álbum dos Nevermore, "The Obsidian Conspiracy" AQUI!

dêem uma vista de olhos Wink

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Re: Album Reviews

Mensagem por Convidad em Qua Jul 28 2010, 03:52

Schmeichel escreveu:Eu até gostei. Estava melhor do que eu esperava.

E no concerto gostei muito do Myles Kennedy, que tem uma voz poderosa e versátil (além de uma excelente presença em palco).
o myles canta muito bem Wink se gostaste recomendo.te a ouvir alter bridge a banda onde ele canta Very Happy

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Re: Album Reviews

Mensagem por Convidad em Sab Ago 14 2010, 17:39

Bem, aqui fica a Duo Review, minha e do K, do novo álbum de Paul Gilbert... Resolvemos analisar música a música e depois fazer uma consideração geral sobre o álbum... Já sabem de onde veio, www.guitarvsgodzilla.com
Futuramente iremos por mais reviews

Álbum: Fuzz Universe
Artista: Paul Gilbert

Membros:

Paul Gilbert: Guitars, guitars and more guitars
Jeff Bowders: Drums
Craig Martini: Bass
Emi Gilbert: Keyboards
Depois de longa espera finalmente chegou mais um álbum de Gilbert, como ele prometeu que isto seria um dos álbuns com mais dedicação assim o cumpriu, 13 musicas ainda sempre a tocar nos nossos playlists.
Para ver a entrevista feita ao Paul sobre o album podem clicar aqui.


1. Fuzz Universe

K: Lembro-me duma entrevista do Paul onde ele disse que gostava sempre de começar por coisas cheias de Shred, algo que impressionasse o espectador desde o início para esperar nada menos que uma boa hora de Gilbert, e assim começa, toda a introdução feita nos seus string-skipped arpejos com o MXR Phase 90 a dar diferentes texturas a cada repetição e quando isso acalma vem aquilo que para mim parece o Crazy Train mas de certa forma no mesmo estilo de Technical Difficulties, por isso mesmo acho que esta música estará sempre no topo com os grandes clássicos desde a era dos Racer X. E a música nunca para, cada vez vai ficando mais interessante a cada repetição até aquela parte com grande vibe, a guitarra a gritar por ele no topo do Universo que ele criou neste álbum e, depois de grandes alturas, voltamos a um ritmo pesado e shred mais vicioso, mais furioso…e a música volta a reiniciar-se com aquele shred-off no final que parece o Technical Difficulties outra vez, e dá uma vontade de ouvi-la do inicio… várias vezes.

Rib: Na entrevista mais recente de Gilbert, ele disse que adora esta música, que está no topo das suas instrumentais, junto com a Technical Difficulties e Scarified. Eu concordo, toda a música é excelente, um grande começo, com uns arpejos bem conjugados. Nota-se que tanto a linha de guitarra, bateria e baixo foram todas compostas pelo mesmo artista. Há bastante coesão nas ideias ao longo da música toda e dos diferentes instrumentos. Nota-se também um uso muito elevado de palm mutes que dão uma sensação crescente de excitação, de cada vez que ele os corta com um power chord mais clean. Esta música acaba por reflectir bem o álbum, à medida que avança parece que somos sugados para um vortex de guitarra até o cérebro não conseguir processar mais e isso sabe bem. Sabe bem porque Gilbert sabe o que faz. Criou uma música que é um portal para esse Universo Fuzz onde tudo é belo e gostamos do que ouvimos. Riffs cortantes, muito bons mesmo, momentos mais shred ao longo da música, muitos solos, momentos mais calmos como o “refrão”, a música tem de tudo. Cada vez que há um momento mais “soft” e que parece que vai assim continuar, Paul inicia um shred muito bom que nos faz querer ouvir o resto que ainda aí vem. Ainda somos levados aos seus tempos de Racer X, com o uso de pinch harmonics nos momentos certos, a meio de um riff, parece que nos corta o ar que respiramos porque não estávamos à espera de os ouvir, mas no entanto soam tão natural. Sem dúvida, das melhores músicas do Paul Gilbert.

2. Olympic

K: O inicio é estranho, soa muito aberto, dá uma sensação dum estádio, mas depois até entra naquela fase que nos faz imaginar uma música que devia estar num Rocky e, depois disso, parte para o melhor. Acordes longos, pensativos, preparam para o contraste a seguir, a força do resto do caminho, um fraseado melódico escalar e sendo tão iguais parecem tão diferentes… e voltamos ao peso do caminho à fúria dum corredor que esta a competir pelo primeiro lugar, a acelerar e acelerar, até ao seu lugar de vitória. Voltando outra vez ao “refrão” desta música dá nos uma sensação mais calmante, quando outra vez prepara para o contraste de alto vs grave. Até ao seu ponto final, cheio de toda a glória, com ritmo bem marcado até à paragem. Isto pode ser bom para correr pela praia, se o coração aguentar.

Rib: O começo da música é enganador. Faz-nos pensar que vem uma música mais calma, parecida com Suite Modale, mas os riffs que vêm a seguir levam-nos para um momento mais rock, aceleram o ritmo. As progressões de acordes são muito boas, algo que nunca se tinha ouvido num álbum de Gilbert. Estes acordes, calmos, duram, parece que o local onde estamos pára por uns momentos e estamos completamente concentrados neles, tudo à nossa volta se torna azul e a música é a única coisa que importa. Mas depois há um contraste enorme, as licks seguintes são melódicas, vão aumentando o ritmo, parecendo uma escala, um padrão. Vem um fraseado limpo e arranjado, mas agressivo, com o ritmo a aumentar, Gilbert a acelerar, como se estivesse a correr. Momento rock, em busca da glória, a mostrar toda a sua força, a sua natureza. Velocista, acordes fortes, agressivos, denotados, gloriosos, fim da música.
3. Count Juan Chutrifo

K: Nome da musica não ajuda, começa com algo semelhante ao Hendrix, harmonizante consigo mesmo 3 vezes e aquele ritmo imparável de Gilbert, com todas as reviravoltas que ninguém espera, a música gira a volta dum pequeno riff semelhante a Hendrix, mas o ritmo mo embeleza o tanto. O Wah-Wah está sempre activo. E depois ele mete aquele arpejo que eu acho uma coisa doutro mundo, a serio vão ouvir uma musiquinha simples e depois ele diz a todos os que querem fazer cover, só daqui a 100 anos. E eu fico “está bem, acho que já não vou fazer cover a esta, por mais simples que pareça os 3 segundos dum arpejo divinal, são o suficiente para me impressionar e repensar todas as coisas simples que o Gilbert faz.” Acaba em glória com mais alguns momentos, mas, oh meu Deus, aquele sweep tap.

Rib: Depois de duas músicas mais longas, eis que chega Count Juan Chutrifo. Paul dá-nos esta música para nós pensarmos “Wow, que começo de álbum alucinante, preciso de acalmar de tanto shred” e é isso que temos. Uma música mais calma, mais fácil de digerir. Apesar de se ouvir guitarras harmonizadas, só há uma pista de guitarra, a harmonia da música é feita pela sua mulher, Emi Gilbert, no orgão. Fuzz Universe chega depois de Silence Followed By A Deafening Roar e esta música segue um pouco na linha desse album. o Wah-Wah lembra-me muito a música Bronx 1971, tal como o tom em geral. Toda a linha da música é simples, básica e ao mesmo tempo tão bela. Há divisões ritmicas pouco comuns, na minha opinião, mas que sabem bem ouvir, é um prazer. E claro, sendo Gilbert como é, tem que nos dar algo para relembrar em todas as músicas e daqui destaco a maneira como a música termina, um shred tão belo dentro dos padrões da música, daquele riff-base. Absolutamente “Gilbertesco”.

4. Bach Partita in Dm

K: Isto parece que foi gravado ao vivo, e dois acordes iniciais dão a sensação disso, são tão pouco importantes mas dá-nos a entender que ele fez isto sem falhas, uma peça tão bela para o violino com tanto picking forte fica tão especial, o tom do Gilbert ajuda imenso a reforçar a importância de cada nota, cada escala que se sobe e desce mostrada a um violinista vai lhe fazer bater as palmas de emoção que é capturada nesta peça. Algo que um violinista faz o Gilbert também, só que num instrumento mais próximo a nós. Bravo, esta peça deu-me vontade de tocá-la do inicio ao fim só que ainda estou noutros compositores clássicos por agora.

Rib: E claro, como qualquer guitarrista shred, Gilbert preza os artistas clássicos. Depois de Hydon Symphony No.88 Finale em Get Out Of My Yard, temos mais uma peça clássica que Paul adaptou para a guitarra. Uma coisa curiosa que eu noto nesta música é o picking, talvez por parecer ter sido gravada ao vivo. Sente-se tanto, dá mais agressividade à música, marca cada nota, deixa-nos senti-las plenamente. A forma como é tocada, sem falhas, leva-me a crer que se eu fosse um violinista a presenciar este momento ao vivo, me levantaria do meu lugar e iria dar a Paul o mais merecido cumprimento da minha vida. A forma como a peça é passada do violino para a guitarra é esmagadora. Aconselho vivamente a ouvirem a música com atenção porque, além de tecnicamente difícil, riffs aqui usados são também usados noutras músicas do álbum.

5. Blue Orpheus (Música de Todd Rundgren)

K: Esta música é mais uma tradução para a linguagem dum guitarrista, em que a original é totalmente feita por vozes e, em vez de Gilbert a gritar algo pela guitarra como “Six Six Six”, no início na original parece algo como “Dark Dark Dark”, o ritmo inicial com esse delay é tão interessante, tão único, tão cativante. E depois a guitarra começa a cantar, não é preciso palavras, o mais importante é a grande melodia que se cria pelas várias camadas de guitarras que surgem dum sítio inesperado, acompanhado pelo orgão da Emi e uma bateria igual ao da original mas mais viva, porque uma bateria simplesmente serve para acompanhar guitarras e não as vozes (suponho eu). Depois de outro grito pelos pickups temos uma entrada interessante em ritmos picados criando outra atmosfera antes de voltar ao refrão principal que cativa mais cada vez que o ouvimos. Para quem não sabe cantar mas sabe guitarrar, inspirem-se neste trabalho…

Rib: Bem, se ainda não ouviram a música original por Todd Rundgren, aconselho vivamente a ouvir. Depois de ouvirem os incríveis trabalhos vocais feitos na original e de ouvirem a adaptação do Gilbert, podem dizer “Que raio se passa na música do Todd Rundgren!? E como é que o Gilbert conseguiu adaptar tão bem todos os vocais!?” Sim, é verdade. Gilbert pegou numa música, toda ela cantada, e imitou os vocais até o mais pequeno detalhe. Para compreendermos totalmente esta música seria necessário um dicionário Inglês-Guitarra Do Gilbert. As pistas de guitarra adicionadas que vão aparecendo ao longo da música, tornam a música mais mística em todos os aspectos, desde o delay inicial à maneira como a Fireman grita a música toda, sem nunca errar uma nota, sempre constante, sempre precisa, sempre intensa. Até há uma parte a meio da música que parece ser “Dark, dark, dark” dito pela guitarra, tal como no original de Todd. Paul conseguiu fazer a sua guitarra cantar uma música e mostrou-nos num dos melhores álbuns do mestre do shred.

6. Will My Screen Door Stop Neptune

K: Nesta música, o Gilbert decidiu carregar Rec antes de começar a toca-la, da uma sensação mais viva, e prepara-nos para o que vem a seguir. Esta é esquisita porque sai muito do seu ritmo inicial básico e simplesmente dá a sensação de album Silence Following by a Deafening Roar, muito semelhante a própria música do título do álbum precedente. Aliás parece que pertence mais àquele álbum, como um seguimento, do que a este. No entanto, é bom voltar aos álbuns anteriores, mas por mais pequena e repetitiva que pareça tem grandes momentos de magia à Gilbert. Deixa uma sensação muito pensativa com o seu lick de “refrão”, algo a perguntar será que a porta dele daquelas contra insectos vai parar o Neptuno?

Rib: E regressa o prego a fundo no shred, ao início da música. Uma intro sem acompanhamentos, a dar a ideia que gravou o que não era a música mas sim uma preparação para ela. Sente-se um ritmo bem groovy a fugir ao ritmo base que era “proposto” inicial por Paul. Se tivesse que dizer duas músicas que Paul se inspirou para fazer esta, definitivamente teria que dizer que seriam músicas de sua autoria e não de outros artistas. Esta música tem Gilbert escrito à sua volta, de todas as maneiras, no entanto, parece uma mistura da coesão que se nota em todo este álbum, sendo que todas as músicas e todas as pistas parecem ter sido compostas pelo mesmo artista, e de Silence Followed By A Deafening Roar. O ritmo groovy faz-me lembrar, definitivamente, Bultaco Saturno e a maneira como o riff está colocado entre shreds e partes melódicas absolutamente incríveis, faz lembrar a própria música Silence Followed By A Deafening Roar. Gilbert disse que o projecto inicial seria tirar ideias de Neon Knights dos Black Sabbath, mas após escrever o riff decidiu retirar-lhe o groove dessa música. No entanto, a maneira como o “refrão” está estruturado leva-nos a procurar algo profundo. Creio que foi esse tipo de inspiração, algo entre meio groovy e algo mais profundo que ele foi retirar ao álbum precedente e colocou o resultado em Fuzz Universe, juntando os dois álbuns numa só música merecedora de centenas de elogios.

7. Propeller

K: Início que me parece bastante uma coisa de Santana, com um tom muito trebly, o shred parte aí para uma sucessão de licks engraçados que nos fazem pensar num vôo com bends que parecem um “wind up”, um gesto de preparar-nos para algo maior a frente. Nesta música existe grande presença da Emi, do baixista Craig Martin, que também parece que faz o seu primeiro solo nisto, e o Gilbert continua a favorecê-los com mais ritmos onde dá para notar bem a presença de outros instrumentos. Neste álbum, ele gosta de voltar ao inicio e é o que faz aqui também, acabando rapidamente num ponto alto. Uma coisa provavelmente dedicada mais para dar espaço aos outros membros do grupo dele para brilhar.

Rib: Um começo que definitivamente lembra Santana, ritmos mais quentes e alegres, faz-nos abanar a cabeça a sentir o ritmo. Com Propeller, Paul Gilbert leva-nos numa viagem num avião a uma ilha latina com aquela maneira de tocar que nos põe um sorriso nos lábios. O som vai mais em busca de agudos, notam-se muito bem. O shred é mais soft, mas presente, escondido um pouco por licks engraçadas e um refrão sentido. Há nesta música um solo de orgão de Emi Gilbert, mulher de Paul, e do baixista Craig Martin. No fundo, a ideia de Gilbert para esta música é bem visível. Música sentida e alegre, com influência clara de Santana, licks que fazem lembrar música latina, e dar a oportunidade a outros membros da banda para tocarem música que gostem, para se mostrarem.

8. Don’t Rain on My Firewood

K: Música com uma guitarra vocal, com o Wah-Wah activado no máximo, a queixar-se do facto de mandarem água para a madeira da lareira dele, seja o que isso for. Esta música não é tanto para as mãos como é para os pés. Sem desactivar o wah, ele põe um bom lick em cima e compensa com um ritmo em baixo. Depois de construir um bom ritmo, parece que o desactiva por um bocado e deixa-se guiar pelo ritmo. Com aquelas paragens com palm mute para dar ênfase ao resto, um bom vibe aberto, cria-se aqui antes dum riff potente, gordo, bem construído com instrumentação cada vez a aumentar e a usar mais harmónicos para reforçar a ideia, outra vez uma construção para conseguir chegar ao topo da escala e explodir na sua maneira de licks furiosos, acabando a musica por um fade out, provavelmente por já mostrar tudo que é importante, o que parece pouco para este tipo, esta musica provavelmente só serve para brincar com o Wah-wah, nada mais…

Rib: Enorme presença de Wah-Wah nesta música, a fazer lembrar Jimi Hendrix nos licks e no uso do pedal. A ideia presente quase que nos faz lembrar uma queixa, um som mais agressivo e um pouco desesperado. É uma música ritmada, a presença da bateria nota-se bastante, com Paul a ser apoiado na sua música pelos outros instrumentos, sempre a seguirem a sua linha de guitarra. O som a cordas quase completamente muted no início da música e a presença de palm mutes ajudam a embelezar a música, bem como o uso de harmónicos. O solo é um solo mais rápido, mesmo a terminar, sempre na mesma linha de shred, mas com o wah um pouco menos presente. A música no geral não tem grande história, apenas uso excessivo de Wah-Wah, sendo por isso considerada, por mim, a pior música do álbum, não deixando de ter a sua qualidade.

9. Plastic Dracula

K: Entrada com um ritmo pesado com o seu flanger (provavelmente) a reforçar cada acorde na sua dualidade. E tem o tom, como o nome indica, de plástico, muito puxado, para a sua característica. No entanto, os ritmos por trás são quase de vidro, uma sensação muito materialista que a música transmite. Para manter o aspecto Drácula ele tem um tom muito igual ao da The Gargoyle do outro álbum, mas em vez de imparável terrífico shred, ele encaixa mais secções que parecem ser algo como e-bow ou algum efeito de violino que traz a nota de trás, provavelmente AF-2, sempre mantendo o riff vicioso no refrão. Com os seus momentos de shred que estão a par do ritmo que vai gradualmente acelerando ate a sua finalização com uma espécie de subida igual a Technical Difficulties. Sempre Gilbert.

Rib: Esta música inicia-se com um fade in, seguido de uma lick mais forte com um picking mais elaborado, com tempo bem marcado. O mais provável, é o uso do seu pedal de assinatura, Ibanez AF-2, ouvindo-se um pouco o vôo do flanger. A música, toda ela é ritmada suavemente, não trazendo grande história, apenas shred, velocidade e técnica, provando o nome de Plastic na música. A música tem shred ao longo de toda ela, com riffs potentes e um tom mais sinistro, para o nome de Drácula. Tem um momento em que é claramente notório o uso do AF-2, entre os 2:45 e os 3:00 (recomendo o uso de headphones para esta parte para notarem o pedal e o movimento do som que faz lembrar algo mais fantasmagórico), antes de entrar numa fase mais rock, com acordes fortes que nos fazem colar os ouvidos à música. Segue-se um bom shred, com enormes bends e um ligeiro wah-wah. Em seguida, vêm licks bonitas e arranjadas, sempre marcadas por um ritmo que as faz sobressair, até ir aumentando gradualmente a velocidade para o final, no qual acaba de uma maneira que faz lembrar os seus tempos de Racer X, chegando mesmo a tocar na Technical Difficulties. Algumas licks desta música fazem lembrar um pouco a canção The Rhino, do álbum precedente, principalmente na parte mais rock após o momento mais sinistro da música.

10. Blowtorch

K: Esta música tem, principalmente, duas partes: um lick saltitante que faz lembrar o Green Tinted Sixties e um longo crescendo gradual para um momento de shred sem sentido, sempre a adicionar notas por compasso até acalmar e voltar ritmo gradual com acordes a percorrer todas as cordas voltando ao início do lick que salta por aqui e por ali. Esta não é das minhas favoritas, baseada só num lick que não cria grandes oportunidades. Parece que o álbum desde o inicio vai ficando com menos ideias, por isso Paul disse ao baterista para bater nessas tarolas durante um bocado.

Rib: O começo desta música é forte, tem um ritmo engraçado. Novo uso de wah, vai-se baseando numa lick base marcante e arranjada, com ritmo forte e até vibrante. Depois seguem-se umas licks que vão repetindo-se sempre com um crescente de emoção musical, voltando à lick base. Há um momento mais calmo que vai crescendo bastante desde o início, alongando-se, como um galope, até chegar a um shred sem significado, como se houvesse falta de ideias. Ainda assim, destaca-se este solo a uma grande velocidade, shred que faz lembrar um pouco Get Out Of My Yard.

11. Mantra the Lawn

K: E outra vez partimos para um ritmo cheio de wah, algo outra vez vocal que grita com bom acompanhamento por trás, mas bastante relaxado, simples, nada de complexidade. Mantendo-se com escolhas simples, Gilbert palheta as notas certas numa calma a reforçar cada uma especialmente, depois entra com um certo Envelope Filter, provavelmente com mais efeitos para dar um descanso e tentar recomeçar o tema original mas noutro estilo mais veloz. Continuando bastante vocal, com um Wah ligeiro e os elementos continuam a repetir-se até, cada vez mais, a musica ir ficando acostumada e mais relaxada. Apesar da guitarra gritar mais alto, o ritmo por trás fornece bastante conforto. Como todas deste álbum, a música reinicia-se com o wah mais agressivo e acaba num acorde da Emi, nada de grandioso mas relaxante.

Rib: A música começa com uma lick engraçada, com Wah-Wah, um pouco a puxar para os vocais gritantes. A base desta música é bastante reconfortante devido ao acompanhamento, como se fosse uma conversa. Gilbert a falar através da sua guitarra com licks simples e mais fáceis de digerir, ainda assim a lembrar algo alegre, com o acompanhamento por trás a responder. Há um momento calmo seguido de um pouco de shred com a palhetada agressiva de Paul. A riff base da música faz lembrar algo mais jazzy, dando um ênfase muito bom com o Wah-Wah gritante, sem nunca deixar o shred seguido de momentos calmos no momento certo. Apesar da aparente falta de ideias na fase final do álbum, esta música merece destaque, é calma, nota-se emoção e sentimento depositados nela.

12. Batter Up

K: Música com feel a texas, aquela influência do Johnny Cash, provavelmente das mais simples deste album, nunca sai da sua escala, com vários preenchimentos à vontade do Jeff Bowders. A música não sai da sua forma inicial, parece que o álbum não vai acabar com aquele grande Boom como foi o Paul Vs Godzilla no outro.

Rib: Nova música alegre, com ritmo saltitante, mas nota-se claramente influências do Oeste Americano, zona de Texas, com Wah-Wah vibrante, um pouco a imitar aquele estilo de voz de Johny Cash. Vê-se bastante influência country na música e espaço para a bateria brilhar, graças a Jeff Bowders. O ritmo em si é uma mistura de country e rock, talvez rockabilly. Ainda assim claro destaque para o tom da guitarra, a presença da bateria e o bom shred no final da música.

13. Leave that Junk Alone (Cover de Johnny Cash)

GVG: Música com menos tempo do álbum, simples cover com o vocal de Gilbert, sem instrumentação, só a acústica e é só dedicada aos fãs de Johnny Cash. Aqueles que querem ouvir algum lick giro, não o vão encontrar no final deste fantástico álbum.

Resumindo: Sem dúvida um álbum espectacular, cada pequeno lick cheio de Gilbert por todos os lados, impossível de imitar, mas infelizmente a primeira música levanta a barra demasiado alto, as seguintes acompanham a fasquia mas depois não há sensação de crescimento pelo álbum, simplesmente vai sempre acalmando e as vezes até completamente calando. Claro que não podemos esquecer o início que marca mais o álbum do que qualquer outra obra do Gilbert. Já há muito tempo que esperávamos um bom sucessor das músicas do tipo de Racer X, só encontrado neste álbum. Sem nada mais a adicionar achamos que devia organizar o álbum provavelmente para ter uma sensação de um certo boom final, de forma a não querer desligar o álbum a meio enquanto estamos a ouvi-lo.

Nota Final: 8.5 de 10

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Re: Album Reviews

Mensagem por kicos em Sab Ago 14 2010, 17:44

Muito bem! Dá a sensação que voces curtem mesmo Paul Gilbert. Se fosse eu não conseguia fazer uma review dessas porque ainda não conheço o suficiente... Vou tomar atenção aos vossos comentários enquanto analiso as músicas Wink

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Re: Album Reviews

Mensagem por Convidad em Sab Ago 14 2010, 21:11

Obrigado kicos! Nós procuramos fazer sempre melhor, gostamos do álbum, principalmente do início, mas o final fica um bocado aquém das expectativas... A review foi mais fácil de fazer pelo que conhecemos de Gilbert, assim é sempre melhor, já dá para ter uma opinião mais abrangente e comparar com os álbuns mais antigos Razz

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Re: Album Reviews

Mensagem por Convidad em Qua Ago 18 2010, 20:28

fantastica review, eu que n sou muito de virtuosos deixa me curioso para ir ouvir o album

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Re: Album Reviews

Mensagem por Convidad em Qua Ago 18 2010, 21:32

Obrigado vasco, eu acho que o álbum vale a pena, Gilbert não é aquele shred crazy e meaningless, acho que vale mesmo a pena ouvir Wink

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Re: Album Reviews

Mensagem por SofiaFerreira em Ter Ago 31 2010, 15:32

Palheta +1
Grande review, fico à espera da próxima, com certeza! Wink

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Re: Album Reviews

Mensagem por kicos em Qua Set 08 2010, 20:39

Review - A Thousand Suns Linkin Park

Confesso que quando liguei a aparelhagem para começar a ouvir este último trabalho dos Linkin Park estava um pouco receoso, não só pelas declarações que a banda ia emitindo (ora através do youtube, ora através do site oficial) sobre uma possível mudança radical, mas também pelo single de lançamento “The Catalyst” ao qual não achei nada de graaande valor musical.

E, de facto, este pequeno medo que possuía em mim tornou-se realidade. Não encontrei música nenhuma que me tenha feito vibrar estilo "Hybrid Theory" e "Meteora".

Ao todo são 15 trabalhos editados em “A Thousand Suns”. Alguns críticos dizem que os Linkin Park mudaram, cresceram, amadureceram. Na realidade, sou capaz de concordar com esta afirmação porque as novas tendências são músicas feitas e aperfeiçoadas em computadores e, este albúm, o que me transmitiu, foi que o Joe Hahn cresceu muito na banda. Sim, aquele que nos concertos está rodeado de mesas de mistura e de um computador Apple com as letras “Suru” inscritas.

Conseguimos encontrar muitos símbolos de mudança ao longo dos trabalhos musicais tais como grandes delays, crescendos e diminuendos muito forçados pelos efeitos, megafones, distorções estranhas, vozes distorcidas, breaks e vocais vindos do Mike e do Chester como nunca foram ouvidos antes. A minha teoria que o Mike e o Joe estavam a “brincar aos DJ’s” está confirmada. Até o oriente nos é transmitido na música “When they come for me”! Neste momento, o único tema que me vem à cabeça relacionado com o anterior é a “Nobody’s Listening” do albúm “Meteora”.

Também somos confrontados com vozes de discursos, de certa forma tocantes, ao longo das músicas. Existem mesmo quatro faixas onde só se ouvem falas e ruídos. As faixas tornaram-se menos cheias, menos eufóricas, parece que duram pouco. Isto não é mesmo nada característico dos Linkin Park.

Ainda assim quero chamar atenção para uma música que me surpreendeu pela positiva: “The Messenger”, talvez por ser das melhores músicas do albúm e por ser a única sem qualquer efeito processado por uma mesa de mistura/computador.

Diferente? Sim; Melhor? Penso que não, mas não tenho a certeza. Talvez esteja a ser aberta uma nova porta para um novo mundo onde os Linkin Park já entraram, outro horizonte. É essencialmente por esta razão que irei terminar de seguida com uma pontuação de certa forma alta.

Nota final: 7/10

Francisco Miranda

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Re: Album Reviews

Mensagem por Maggot em Qui Set 09 2010, 00:18

Boa review e concordo em praticamente tudo.
E realmente a " The Menssenger" e uma lufada de ar fresco depois de ouvir as 14 musicas anteriores .
Tambem destaco a " Blackout" que podia estar muito melhor caso nao tivesse aquela batida techno e aquele break todo marado.
Bem infelizmente tal como no minutes parece-me que este foi mais album para agradar as massas e nao aqueles que os ouvem do inicio.

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